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Viajar para mim

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Viajar para mim

Postado em 26/07/2026

Cultura

Viajar, para mim, nunca é sobre conhecer os lugares mais famosos e sim uma forma de observar como uma cidade vive e como produz cultura.

Meu roteiro foi pensado como uma imersão cultural. Reuni lugares que, à primeira vista, parecem não ter relação entre si: uma galeria de arte contemporânea, um palácio repleto de mestres antigos, uma igreja barroca, uma livraria independente, uma rua histórica de artistas, espaços dedicados ao design italiano e até um hotel escolhido pela arquitetura e pelos interiores.

Foi interessante perceber como tudo dialoga. A mesma cidade que preserva séculos de história continua produzindo cultura, design e arte contemporânea com a mesma naturalidade. Em poucos minutos, é possível sair de uma coleção do século XVII, visitar uma exposição contemporânea e terminar o dia observando detalhes de mobiliário, materiais e arquitetura.

Viajar assim também faz parte do meu trabalho. Pesquiso sempre na língua local para encontrar lugares que revelem outras camadas da cidade e construir roteiros que equilibrem arte, arquitetura, gastronomia, compras e experiências culturais.

O que mais gosto em montar um roteiro assim é não precisar escolher entre arte, arquitetura, design, gastronomia ou simplesmente caminhar sem rumo. Cada experiência acrescenta uma camada diferente à viagem e, juntas, elas constroem uma memória muito mais rica do que qualquer lista de lugares imperdíveis. No fim, é essa diversidade que faz com que cada cidade seja vivida.

Fotos: Galleria Pamphilij, Via Margutta, Piazza del Papolo, Chiesa di Sant’Ignazio di Loyola, Il Caffé Bvlgari Hotel, Fontana di Trevi, Gagosian, Galleria d’Arte Moderna.