na Bienal de Veneza 2026
Depois de explorar os pavilhões nacionais do Giardini, segui para o Arsenale. Além da exposição principal, esse espaço também reúne diversas participações nacionais, ampliando ainda mais as diferentes perspectivas apresentadas pela Bienal.
Entre elas, Índia e Marrocos foram as que mais me marcaram. Embora partam de contextos culturais muito distintos, ambas refletem sobre identidade, memória e tradição, mostrando como o passado pode ser uma ferramenta para compreender o presente.
✨Índia
A participação da Índia propõe uma reflexão sobre memória, espiritualidade e pertencimento, aproximando referências culturais e filosóficas da realidade contemporânea. Em vez de apresentar a tradição como algo estático, a exposição mostra como ela continua sendo reinterpretada, estabelecendo um diálogo entre passado e presente.
✨Marrocos
A participação de Marrocos coloca o fazer manual no centro da narrativa, valorizando técnicas artesanais e conhecimentos transmitidos entre gerações. Mais do que celebrar o ofício, a exposição questiona as fronteiras entre arte, arquitetura e artesanato, revelando como essas práticas carregam identidade, memória e formas de resistência cultural.
O que mais me interessou nessas duas participações foi justamente a forma como ambas demonstram que tradição e contemporaneidade não são opostos. Pelo contrário: elas revelam que revisitar saberes, memórias e práticas culturais pode ser uma maneira potente de produzir arte contemporânea.
E você? Entre Índia e Marrocos, qual proposta despertou mais a sua curiosidade?